– Gostas do arco-íris?
– Porque é que não havia de gostar?
– Sei lá! És sempre tão pragmático. Se não é útil não existe.
– Mas também não prejudica. Está lá, não chateia e é bonito. E nem reparo. Tenho coisas mais importantes com que me chatear.
– Tens de levantar a cabeça, ver o sol, a chuva, as nuvens, os montes, orientares-te na paisagem, ver a sequência dos elementos, os cheiros, a luminosidade…
– Também queres que vá atrás do pote de ouro?
– E o que é a nossa vida, senão isso?