– Quando gosto de uma pessoa digo-lhe, abro-me, conto-lhe tudo, humilho-me.
– Humilhas-te como?
– Desproporciono a relação. Não sei se sou correspondido. Sujeito-me ao cinismo.
– Isso pode ser mesmo muito mau.
– Mas gosto desse risco. Arriscar é viver. Como posso descobrir os outros se não lhes mostro como sou?
– O bom ou o mau de ti?
– Todos nós mostramos só o bom, voluntariamente, mas ninguém consegue esconder o mau, todo o tempo.
– Já fizeste amigos, assim?
– Não sei. Não passou tempo suficiente.