Afonso III, o Bolonhês, foi o Rei de Portugal de 1248 até sua morte, em 1279. Era filho de Afonso II e pai de D. Dinis, tendo sucedido a seu irmão Sancho II.
Ficou na história por conquistar Lisboa – passou para lá a capital – e o Algarve, passando a designar-se Rei de Portugal e do Algarve.
Mas a verdadeira revolução de Afonso III foi económica.
Dotado de grande capacidade de gestão, transforma a Coroa e os domínios régios numa autêntica empresa pré-capitalista, com economia monetária e de mercado. Usa técnicas pioneiras como a desvalorização monetária para aplicar impostos extraordinários, organiza o cadastro predial régio para cobrança eficaz de rendas, financia-se vendendo a cobrança de rendas, investe em meios produtivos como azenhas, lagares e casas nas cidades para arrendar, protege a pesca e as feiras para que não faltasse abastecimento e mercado livre, impediu a exportação de bens escassos no país como cereais e metais preciosos, obrigou as importações a passarem por portos onde a cobrança da dízima fosse eficaz, criou um posto de cobrança régia em Vila Nova de Gaia para arrecadar uma parte dos cobiçados rendimentos do Bispo do Porto, introduz o sistema monetário padrão libra usado no resto da Europa, intensifica o comércio externo no Atlântico Norte e Mediterrâneo.
D. Dinis herda uma administração régia bem organizada e com rendimentos assegurados.
