Maestro

Os sons que ouvimos são uma construção do nosso cérebro, uma ilusão provocada pela vibração dos nossos tímpanos, excercitados pelos movimentos das moléculas de ar, por sua vez agitadas pelas fontes de vibração mais ou menos distantes. É física, é mecânica, são vibrações.

As notas musicais são frequências ordenadas, em que a oitava é o dobro da primeira, a décima sexta é o dobro da oitava, assim, de oito em oito, num crescendo de ciclos de vibração de matéria por segundo. O Dó da oitava central do piano é aproximadamente 261,63 Hz. Quando o ouvimos, os nossos tímpanos vibram 261,63 vezes por segundo. O Dó seguinte tem o dobro da frequência, é mais agudo; o anterior tem metade, é mais grave. As notas intermédias, do Ré ao Si, têm incrementos de frequência de 1/8, em cada uma das oitavas.
O alinhamento, temporização, ritmo e sobreposição das notas em melodias e harmonias,  são música para os nossos ouvidos.

As cordas ou palhetas ao vibrar, agitam as moléculas do ar em ondas que se propagam até aos tímpanos, como uma pedrada agita a superfície do lago em ondas que se propagam até à margem
Um maestro é como um lançador de pedras, umas grandes, outras pequenas, umas mais perto, outras mais longe, a pintar um quadro de ondas cruzadas e sobrepostas, na superfície dum tanque orquestrado.


Por falar em quadro, as cores também são frequências electromagnéticas específicas, que misturadas e arranjadas por um pintor, criam uma ilusão que pode ser-nos agradável aos olhos, mas isto já outra música.

Leave a comment

Design a site like this with WordPress.com
Get started