A cidade é encontro e renovação. As pessoas vêm e vão, as gerações mudam, as paredes ficam. Os velhos desaparecem sem darmos conta envergonhados pelo desinteresse a coberto do recato que pretendemos manter, mas chegam novas gentes, famílias, crianças, hábitos, ruídos, sotaques. Mudam cortinados, candeeiros, pinturas, jardins, novos carros à porta. Surgem comércios, forasteiros e turistas. É a vida da cidade, em permanente mudança e ebulição, ennriquecendo ao sabor dos negócios e das migrações, expulsando uns e acolhendo outros. Há milénios que é assim. Quando não foi, só sobraram as paredes.