Galata

Gálata era um subúrbio de Constantinopla, que os genoveses adquiriram com um tratado em 1267, com Bizâncio.

No século XIII, império bizantino, herança do império romano do oriente, era uma potência terrestre bem instalada e fortificada, mas não tinha força naval para controlar e dominar os seus vastos domínios marítimos, do mediterrâneo oriental. Paralelamente, as repúblicas italianas – Veneza, Ragusa (Dubrovnik) e Génova – possuíam poder naval, militar e comercial, mas não eram fortes o suficiente para conquistar uma potência terrestre como Bizâncio e, provavelmente, nunca pensaram nisso.
Com vantagens mútuas, Bizâncio e Génova assinaram um tratado, em que Génova protegia as rotas marítimas bizantinas e em troca estabelecia um entreposto comercial na margem norte do Corno de Ouro, mesmo em frente a Constantinopla e ao Bósforo.
Em muitos aspectos, foi uma das primeiras colónias modernas, um protótipo para os portos de tratados das futuras potências imperiais.
No século XVI, os portugueses em Cochim e os ingleses em Hong Kong, fizeram o mesmo tipo de tratados, com indianos e chineses, usando o seu poder naval para garantir vastos interesses comerciais, sem necessidade de conquistas territoriais.

Gênova manteve Gálata até a conquista otomana de Constantinopla, em 1453. Seu império comercial entrou rapidamente declínio logo depois, mas muitos de seus marinheiros foram para o serviço de Espanha e Portugal, onde ajudaram a construir novos impérios numa escala ainda maior. O mais famoso desses marinheiros terá sido Cristóvão Colombo.

Gálata é o actual bairro de Galatasaray, famoso pelo seu clube de futebol, e continua a ser a zona mais moderna e cosmopolita de Istambul.
O seu ex-líbris é a torre de Gálata, construída pelos genoveses em 1348.

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