A matéria escura que existe no universo sente-se mas não se vê. Está lá, deforma o espaço-tempo, mas é transparente e não emite nem reflete luz.
É como estar deitado na cama e tapar com um enorme lençol, dos pés à cabeça. Se alguém se deitar por cima do lençol, a nosso lado, é sentido, empurra-nos, apalpa-nos, deforma o colchão, mas não há forma de ser visto.
Pela interação das galáxias, em larga escala, estima-se que no universo haja cinco vezes mais matéria escura do que a nossa visível. É muita gente em cima do lençol.
Se eu tivesse tempo escrevia uma história com universos paralelos e manifestações paranormais, entre lençóis.
