Não se encontram todos os dias porque ele não lhe quer parecer mal e ansioso, preservando a estabilidade que guarda de si e que julga ser a mostrada aos outros, não suspeitando que, a um olhar mais atento, revela-se um homem sensível e vulnerável, camuflado na presunção de pairar acima de convenções, expondo-se na forma inocente como a abraça e lhe pega a mão, na ânsia de esclarecer e declamar ao que vem, ao dizer que gosta dela, sem pressão nem o convencimento da vantagem do vulgar jogo emocional dos corteses, aparentando coragem e decisão, que mal disfarça a sua inconsequente fragilidade.
Chamam-lhe amor.
Um tonto, digo eu, invejoso e impaciente, num dos meus dias menos bons.