Afonso III, o Bolonhês, foi o Rei de Portugal de 1248 até sua morte, em 1279. Era filho de Afonso II e pai de D. Dinis, tendo sucedido a seu irmão Sancho II.Ficou na história por conquistar Lisboa – passou para lá a capital – e o Algarve, passando a designar-se Rei de Portugal eContinue reading “Afonso III, o Bolonhês”
Author Archives: Rui Rodrigues
Oboé ao vento
A minha canção
As palavras surgem-me com música como se fossem letras de uma canção que não sei escrever, violentas como o trompete sobre o ribombar do tamboreio de que falava Zarathustra, ou tímidas como o oboé ao vento de Mozart, numa métrica certa e compassada com rima à procura de sentido.
Afonso II, o Gordo
A razão de tão pouco simpático cognome, de um rei do início do século XIII, não seria a vulgar obesidade, mas sim algo mais desagradável. Diz-se que teria deformações provocadas por lepra, doença relativamente vulgar na Idade Média.Um rei leproso, cognominado de gordo, estaria condenado ao esquecimento. Em parte foi o que aconteceu, esquecido nosContinue reading “Afonso II, o Gordo”
Impressão
– És um egocêntrico.– Quê?– Sim. Julgas que a tua vida interessa aos outros quando, se calhar, é-lhes vulgar ou insignificante perante os seus problemas. Todos temos problemas. Se calhar nem repararam em ti.– Isso deixa-me triste.– Porquê? Gostas de te exibir?– Quem não gosta? Todos gostamos de impressionar.– Só os vaidosos que julgam queContinue reading “Impressão”
Desilusão
– Já te desiludiram?– Muitas vezes.– Zangas-te?– Não. Saio.– Sais para onde?– Saio, simplesmente. Ausento-me.– E dizes-lhes?– Não. Saio calado.– Mas isso não é sincero.– Para quê ser sincero se me desiludiram?– Podes estar a ser injusto.– Sou cobarde. Não gosto de afrontamentos.– És complicado.– Poupo energia.
Maresia #2320
Sete músicas por semana, uma por cada dia, vinte a trinta minutos de emoção.Créditos no Spotify.
Amizade
– Quando gosto de uma pessoa digo-lhe, abro-me, conto-lhe tudo, humilho-me.– Humilhas-te como?– Desproporciono a relação. Não sei se sou correspondido. Sujeito-me ao cinismo.– Isso pode ser mesmo muito mau.– Mas gosto desse risco. Arriscar é viver. Como posso descobrir os outros se não lhes mostro como sou?– O bom ou o mau de ti?–Continue reading “Amizade”
Arco-íris
– Gostas do arco-íris?– Porque é que não havia de gostar?– Sei lá! És sempre tão pragmático. Se não é útil não existe.– Mas também não prejudica. Está lá, não chateia e é bonito. E nem reparo. Tenho coisas mais importantes com que me chatear.– Tens de levantar a cabeça, ver o sol, a chuva,Continue reading “Arco-íris”
Kubrick
“A film is – or should be – more like music than like fiction. It should be a progression of moods and feelings. The theme, what’s behind the emotion, the meaning, all that comes later.”-Stanley Kubrick