Josefina Madeira . 3

O mês de janeiro era de grande azáfama nos armazéns de vinho, com os engarrafamentos de inverno, aproveitando estabilidade da hibernação sazonal da atividade biológica do envelhecimento em madeira, para a trasfega e deposição em vidro. Além do trabalho de enchimento, arrolhamento, lacragem e rotulagem, feito por pessoal efetivo e bem treinado, era necessário umContinue reading “Josefina Madeira . 3”

Um homem na corrente

Todos os dias entrava na corrente de gente que ia para lá, fosse para onde fosse, ordeira na pressão sobrelotada. Passava o torniquete, descia a longa escada mecânica, encostado à direita, como faziam os previdentes que se tinham levantado a tempo, chegava à sala grande das decisões, escolhia a direção que levasse mais gente, queriaContinue reading “Um homem na corrente”

Josefina Madeira . 2

Josefina desceu ao pátio e começou a estender roupa mecanicamente, sem pensar. A rotina do trabalho, o movimento, o esforço físico acalmou-lhe a emoção. Não percebeu o que aconteceu, foi muito rápido e inesperado. O desconforto do toque forçado e o medo da vulnerabilidade cobriram-na como um manto negro entorpecente. Só via as mãos, asContinue reading “Josefina Madeira . 2”

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