Tratar da alma

Até ao século dezoito, o desígnio de vida de um europeu era salvaguardar um lugar no céu. Construíam igrejas cada vez maiores, engrossavam enormes procissões e peregrinações, ofereciam-se para combater na guerra santa contra os infiéis. A vida terrena não tinha  importância, a sua qualidade também não. Morria-se e matava-se por muito pouco, escravizava-se eContinue reading “Tratar da alma”

Consequência

Todos os meus atos têm consequências e um ato é o resultado de uma ação, de um consumo de energia, de geração de calor, trabalho, criação de movimento, aumento de potencial ou, simplesmente, desperdício.Posso aquecer-te, impulsionar-te para mim, elevar-te o potencial, mas o mais provável é que, pela terceira lei Newton, provocada, reajas com umContinue reading “Consequência”

O terceiro lado

A vida tem três lados. O profissional, o familiar e o outro.O profissional é o racional, necessário, imprescindível, o calculista. Dá trabalho, requer atenção, planeamento, aturar pessoas , enfrentar poderes, nem sempre agradável. Como ganhas a vida.O familiar é o abrigo, proteção, bem estar, emoção, tranquilidade. Parceiro, filhos, pais, amigos chegados, lar, animais domésticos, estabilidade,Continue reading “O terceiro lado”

Fotografar

“Ela descobrira este impulso contrário em si mesma no casamento da prima Charlotte, aquele trabalho gratuito em 1955 que se tinha tornado uma exuberante orgia de três horas e meia de fotografia frenética, à medida que ela girava pela multidão, liberta das restrições da preparação laboriosa e mergulhada num rodopio de composições velozes, uma fotografiaContinue reading “Fotografar”

O que tu queres sei eu

“Só progrides se eu te saltar à espinha”.Esta violência foi descrita num relato na primeira pessoa, na antena de uma rádio nacional, por uma professora universitária, figura pública, descrevendo uma situação passada nos primeiros anos da sua vida na academia.Disse que não apresentou queixa. Conseguiu progredir e seguiu carreira. Mais de vinte anos depois, nãoContinue reading “O que tu queres sei eu”

Escrever

“Quando escrevo não sou descritivo, nem crítico, muito menos autobiográfico. Imagino saídas onde não existiam e imponho barreiras nas passagens por onde avancei, decisões que podia ter tomado ou que seriam tomadas por outro que estivesse no meu lugar. O resultado é uma realidade alternativa que esteve muito perto de acontecer, ou talvez não.”(JP)

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