Pedro não era corajoso o suficiente para dominar a aleatoriedade da vida, nem homem de fé para resignar-se tranquilamente ao desígnio de uma amada entidade superiora, aceitando as orientações impostas por opções e prioridades alheias. Mas não se deu sempre mal. Os seus sucessos eram justamente invejados, mas sentia-se sempre a reacção de outros actores,Continue reading “Sofia . 2”
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Sofia.1
Todos os dias, ao passar das sete horas, sentia o focinho húmido de B no seu braço. Mesmo que estivesse acordada, deixava-o satisfazer o despertar, recompensado com afago apreciado com mimo.D era o primeiro a querer sair, junto à porta. Sério, sem olhar diretamente, orgulhosamente dissimulado.A era o mais fiel e monótono. Sentado, grande, olhava-aContinue reading “Sofia.1”