O que tu queres sei eu

“Só progrides se eu te saltar à espinha”.Esta violência foi descrita num relato na primeira pessoa, na antena de uma rádio nacional, por uma professora universitária, figura pública, descrevendo uma situação passada nos primeiros anos da sua vida na academia.Disse que não apresentou queixa. Conseguiu progredir e seguiu carreira. Mais de vinte anos depois, nãoContinue reading “O que tu queres sei eu”

Escrever

“Quando escrevo não sou descritivo, nem crítico, muito menos autobiográfico. Imagino saídas onde não existiam e imponho barreiras nas passagens por onde avancei, decisões que podia ter tomado ou que seriam tomadas por outro que estivesse no meu lugar. O resultado é uma realidade alternativa que esteve muito perto de acontecer, ou talvez não.”(JP)

Convívio

Não percebi se foi com amargura ou jactância, mas afirmou, algo seriamente, que perdera o hábito e gosto pelo convívio. As conversas já não lhe interessavam, pareciam repetidas, sem surpresas nem entusiasmos. Programas familiares, piqueniques, lanches, idas à praia, já não lhe despertavam emoção. Do churrasco no jardim, só se lembrava do barulho das crianças.Continue reading “Convívio”

Ítaca

“Quando partires de regresso a Ítaca,deves orar por uma viagem longa,plena de aventuras e de experiências.Ciclopes, Lestregónios, e mais monstros,um Poseidon irado – não os temas,jamais encontrarás tais coisas no caminho,se o teu pensar for puro, e se um sentir sublimeteu corpo toca e o espírito te habita.Ciclopes, Lestregónios, e outros monstros,Poseidon em fúria –Continue reading “Ítaca”

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