Jep Gambardella é um escritor e jornalista frustrado que decide voltar a escrever, numa Roma extravagante, bela, superficial e decadente. Jep reflete sobre a vida e vazio existencial das festas, relacionamentos fúteis, hedonismo, superficialidade de pessoas que não lhe trazem felicidade. Questiona a sua existência e sente necessidade de explorar algo mais autêntico, profundo eContinue reading “La Grande Bellezza”
Author Archives: Rui Rodrigues
Maresia #2325
Sete dias, sete músicas. Meia hora por semana de algo novo, outro menos novo, do melhor que se anda a fazer por aí.
Não sei se as relações mais duradouras começam folgadas ou em tensão, em felicidade ou em amargura, mas sei que as mais curtas começam com paixão.
Pelotão
Gosto de apreciar a dinâmica de um pelotão. Tal como um cardume, um bando ou uma manada de búfalos em corrida, um grupo compacto segue na mesma direção, com a mesma velocidade, com tal densidade que a distância entre si é inferior à sua própria amplitude.O pior lugar para se estar é à frente ouContinue reading “Pelotão”
Sete
Sete dias de criação, sete pecados mortais, sete virtudes cardeais, sete sacramentos, sete maravilhas do mundoSete vidas do gato, sete anões da Branca de Neve, sete anos estuda-se em HogwartsSete noites por cada fase na lua dos firmamentos primitivos De várias vidas de sete anos, faz-se longa uma vidaSete, catorze, vinte e um, vinte oito,Continue reading “Sete”
Preferido
Sabes quando entramos num restaurante, daqueles de comida rápida que toda a gente sabe qual é mas eu não vou dizer o nome porque não fica bem, e vemos afixada a fotografia sorridente do empregado do mês, fardado e penteadinho? É o que eu quero ser. Quero ser o teu preferido. Mas sei que nãoContinue reading “Preferido”
“Na minha idade, uma mulher bela não chega”(Jep Gambardella)
Escolas, hospitais, indústria, emigração e tv
Estamos a moldar um novo país. Novo, em relação aos últimos 30 anos, mas não muito diferente do passado. Portugal é desigual.A centralidade de Lisboa tem 4 ou 5 séculos, acentuada pelo comércio e administração colonial, da Índia do século XVI, Brasil do século XVIII e Angola do século XX, quando tudo passava pelas margensContinue reading “Escolas, hospitais, indústria, emigração e tv”
– Prontos, entregamo-mos à mercê, qual condenado, para confessar e revelar os nossos maiores embaraços, erros, medos e fraquezas. Desvalorizamo-nos e já não nos importamos.– Levanta-te e vai mas é trabalhar!
Temos guardado um génio que se mostra num brilho dos olhos, num gesto brusco, num esgar, no tremer de voz, quando estamos no bordo do precipício, frágeis, desvalorizados e já não nos importamos.Só alguns o vêem.