Josefina Madeira . 16

Os dias, semanas, meses, passaram numa sucessão tranquila e ordenada, naquela forma suave que percebe as rotinas, hábitos, gostos, impulsos e limitações que compõem a moldura de personalidade e circunstancialismo dos outros, sem atritos nem inquirições.Josefina não fazia perguntas mas na proximidade de várias horas diárias de trabalho e organização, conhecia cada vez melhor oContinue reading “Josefina Madeira . 16”

Josefina Madeira . 15

Faltava menos de um mês para as vindimas, já havia espaço na adega da quinta para as pipas do vinho novo, o armazém da cidade já estava arrumado com o que entretanto viera rio abaixo, e o calor do pino do verão não aconselhava engarrafamentos.Josefina aproveitava para verificar todos os barris, vertimentos e arrolhamentos, e,Continue reading “Josefina Madeira . 15”

Josefina Madeira . 13

Josefina desceu para jantar. Maria e Alzira conversavam animadamente, da festa de São Lourenço, que seria daí a duas semanas.Ofereceu-se para ajudar, mas o jantar já estava adiantado e mesa posta. Mandaram-na sentar e aguardar, com a autoridade de quem serve e trabalha, e assim fez com a naturalidade que se ganha com respeito. EmboraContinue reading “Josefina Madeira . 13”

Josefina Madeira . 11

Saíram de casa pelas nove horas, fazendo-se ao caminho pela única estrada, se é que se pode chamar estrada a um estradão de terra ainda que bem cuidado, que dava saída dali para fora, ou de lá para dentro, consoante a vontade ou conveniência, subindo curva à esquerda, curva à direita, repetidas em frustrantes ganchosContinue reading “Josefina Madeira . 11”

Josefina Madeira . 9

No mês de julho, não havia grandes trabalhos a fazer na adega. Era o período das limpezas e manutenções, na preparação das vindimas do fim de verão.Revisão e lubrificação de prensas, lavagem de lagares e cubas, ocupavam o Natércio e o Cândido durante várias semanas. Estes dois eram os efetivos da adega, além do Francisco.TambémContinue reading “Josefina Madeira . 9”

Josefina Madeira . 8

Pouco deveria passar das seis horas da manhã, quando Sebastian bateu à porta de Josefina. Ela dormia profundamente. Tinham-se deitado tarde e custara-lhe a adormecer. O cansaço do dia anterior prejudicara-lhe o sono, mas, mais do que isso, tinha sido pela excitação do serão.Sebastian parecia-lhe agora uma pessoa diferente.Não estava surpreendida. Ela já não seContinue reading “Josefina Madeira . 8”

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