Vazio

Houve um tempo que os bancos ocuparam os cafés na indignação de Manuel António Pina, mas agora o vazio enche-os no intervalo de fugazes imobiliárias de bairro e postos quase móveis de colecção de análises.A cidade esvai-se.

Sofia.1

Todos os dias, ao passar das sete horas, sentia o focinho húmido de B no seu braço. Mesmo que estivesse acordada, deixava-o satisfazer o despertar, recompensado com afago apreciado com mimo.D era o primeiro a querer sair, junto à porta. Sério, sem olhar diretamente, orgulhosamente dissimulado.A era o mais fiel e monótono. Sentado, grande, olhava-aContinue reading “Sofia.1”

Josefina Madeira . 23

Sebastian saiu cedo, depois do pequeno almoço combinado, tratado e pago de véspera.Quando desceu, às sete horas, tinha mesa posta só para si. Deveria ser mesmo o único hóspede desse dia. Deu sinal de si à miúda de ar tímido, atrás do balcão, que mal balbuciou “ Good morning!”. Sentou-se por indicação dela, aguardou unsContinue reading “Josefina Madeira . 23”

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