Josefina Madeira . 6

Sebastian chegou ao pátio a sorrir para a casa e para a paisagem. Deu a volta ao lago, passando com mão como se alisasse a borda de pedra, chapinhou água para o Tritão, ao passar-lhe pela frente.“- Vês como não tenho medo de ti?”“- Que disse?”, perguntou Josefina.“-Nada, nada… Estava a falar para mim.Espera aquiContinue reading “Josefina Madeira . 6”

Josefina Madeira . 4

Cada quinta tem as suas leiras e socalcos, com diferentes químicas, morfologias e videiras de várias castas. Cada cesto das vindimas é identificado consoante a sua origem e qualidade, para que, na vinificação, os enólogos saibam do que dispõem para produzirem os melhores vinhos.A trabalho de Sebastian começa quando o vinho passa das cubas deContinue reading “Josefina Madeira . 4”

Josefina Madeira . 3

O mês de janeiro era de grande azáfama nos armazéns de vinho, com os engarrafamentos de inverno, aproveitando estabilidade da hibernação sazonal da atividade biológica do envelhecimento em madeira, para a trasfega e deposição em vidro. Além do trabalho de enchimento, arrolhamento, lacragem e rotulagem, feito por pessoal efetivo e bem treinado, era necessário umContinue reading “Josefina Madeira . 3”

Josefina Madeira . 2

Josefina desceu ao pátio e começou a estender roupa mecanicamente, sem pensar. A rotina do trabalho, o movimento, o esforço físico acalmou-lhe a emoção. Não percebeu o que aconteceu, foi muito rápido e inesperado. O desconforto do toque forçado e o medo da vulnerabilidade cobriram-na como um manto negro entorpecente. Só via as mãos, asContinue reading “Josefina Madeira . 2”

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